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| Você é a favor ou contra a legalização da maconha? (Ilustração: http://apuracao.wordpress.com) |
Por João José Alencar
No Brasil uma discussão sobre a liberação da maconha ganha evidência na mídia e se torna um papo cada vez mais frequente em rodas de discussão. Sobre o assunto antes que se forme uma opinião, devemos levar em consideração: Será que o Brasil está preparado para uma possível legalização da maconha?
Já que enquanto proibida o seu consumo acontece de forma que os usuários são descriminados na sociedade ou tomam esse hábito como segredo para evitar uma exclusão social. Na contra mão desse paradigma, intelectuais, universitários e políticos assumem posturas a favor da legalização e colocam o tema em debate.
Já que enquanto proibida o seu consumo acontece de forma que os usuários são descriminados na sociedade ou tomam esse hábito como segredo para evitar uma exclusão social. Na contra mão desse paradigma, intelectuais, universitários e políticos assumem posturas a favor da legalização e colocam o tema em debate.
Só que antes que uma decisão seja tomada é importante que as pessoas estejam esclarecidas sobre os males e a compensação que a droga traz. Pois, se a maconha fosse só maravilhas não haveria proibição e se ela fosse tão maligna não teríamos tantos pensadores, homens de caráter e políticos com ampla formação defendendo a sua legalização.
Faculdade da Maconha
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| Um seminário de fim de semana na Oaksterdam custa US$ 300 (Foto: http://pickem139.wordpress.com) |
Enquanto no Brasil se discute a liberação da maconha, de forma singela e tímida, nos Estados Unidos, mais propriamente em Oakland, na Califórnia, a discussão é mais acalourada, tanto que na cidade americana, em um local conhecido como Oaksterdam, no qual o nome presta homenagem a Amsterdam (cidade holandesa famosa por sua política liberal quanto às drogas, em particular à maconha e sua forma mais forte, o haxixe) existe um bairro, museu e até “faculdade” sobre a cannabis, que intercalam conhecimento com campanha a favor da legalização da erva.
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| Situada em Oakland (Foto: http:// pulltheroot.wordpress.com) |
Em texto publicado no Portal UOL, o repórter Mario Strecker, apresentou um dossiê que mostra que a polêmica Oaksterdam University é uma escola particular criada em 2007, não reconhecida como curso superior. Ela se propõe a oferecer treinamento de alta qualidade nos diversos aspectos da indústria da cannabis. O objetivo é preparar os alunos para encontrar emprego em uma das mais de mil cooperativas, farmácias e/ou clubes da Califórnia. Ou a começar um negócio próprio.
O chamado Semestre Clássico da escola dura 13 semanas e custa US$ 700, o Semestre de Horticultura dura 10 semanas e custa entre US$ 700 e US$ 800, e um seminário de fim de semana custa US$ 300. Há também outros cursos de fim de semana e alguns eletivos, com preços variados. Os valores não incluem a bibliografia.
Os assuntos estudados vão das diferenças entre as leis federais e estaduais, os direitos e responsabilidades legais, a horticultura, os métodos de ingestão, incluindo extração, cozimento e vaporização, e aspectos econômicos do chamado Cannabusiness. Ainda no Semestre Clássico são objetos de estudo a relação com os pacientes e como montar e operar um negócio.
O curso de Horticultura ensina o ciclo de vida da planta, sua propagação, os problemas relacionados ao uso de pesticidas, estratégias de agricultura e iluminação e segurança no uso de eletricidade, já que muitas plantações acontecem em espaços fechados.Os alunos que obtiverem 75% de aprovação nos exames finais ganham diploma, usado para facilitar a empregabilidade nas farmácias e cooperativas.
Além disso, a escola parece não ser a única a operar nesse mercado, a Budding Academy, afirma em seu site oferecer seminários de 12 horas de duração por US$ 199, incluindo taxas e material didático. E também dizem que atuam em 12 estados americanos, sem declarar em quais estados possuem filiais.
Os efeitos da maconha (Cannabis Sativa)
Fonte Site Antidrogas (com reprodução na íntegra de parte do conteúdo disponibilizado no site)
Nome: haxixe, maconha, thc
Origem: cannabis, sintética
Quantidade média ingerida: variável
Forma ingestão: inalável, oral, injetável
Efeitos a curto prazo (quantidade média): relaxamento, quebra das inibições, alteração da percepção, euforia, aumento do apetite
Duração: 2-4 horas
Efeitos a curto prazo (grandes quantidades): pânico, estupor
Risco de dependência psicológica: moderado
Risco de dependência física: moderado
Tolerância: não
Efeitos a longo prazo: fadiga, psicose
Utilização médica: na tensão, depressão, dor de cabeça, falta de apetite
Nome: haxixe, maconha, thc
Origem: cannabis, sintética
Quantidade média ingerida: variável
Forma ingestão: inalável, oral, injetável
Efeitos a curto prazo (quantidade média): relaxamento, quebra das inibições, alteração da percepção, euforia, aumento do apetite
Duração: 2-4 horas
Efeitos a curto prazo (grandes quantidades): pânico, estupor
Risco de dependência psicológica: moderado
Risco de dependência física: moderado
Tolerância: não
Efeitos a longo prazo: fadiga, psicose
Utilização médica: na tensão, depressão, dor de cabeça, falta de apetite
O que acontece no organismo
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| Efeitos no corpo (Ilustração: http:// odiario.com) |
A substância ativa da planta, o THC, age no cérebro em 20 minutos
1. Após ser tragada, a droga leva aos pulmões toxinas como o alcatrão, que prejudicam o aparelho respiratório, e o THC, que segue para a circulação sanguínea
1. Após ser tragada, a droga leva aos pulmões toxinas como o alcatrão, que prejudicam o aparelho respiratório, e o THC, que segue para a circulação sanguínea
2. Parte do THC chega ao estômago, fígado e depois aos rins e é eliminada pela urina
2a. Outra parte chega ao baço; acredita-se que nele o THC reduza a produção de linfócitos e enfraqueça o sistema de defesa do organismo
2b. Há pesquisas que apontam redução pelo THC dos níveis do hormônio sexual masculino testosterona, podendo provocar infertilidade temporária
2b. Há pesquisas que apontam redução pelo THC dos níveis do hormônio sexual masculino testosterona, podendo provocar infertilidade temporária
3. No cérebro, entre as várias substâncias conhecidas como receptores, existe uma que é ativada pelo THC
3a. No cerebelo, que regula o equilíbrio, postura e coordenação motora, o THC provoca letargia, redução no controle dos movimentos e desorientação espacial e temporal
3b. No hipocampo, o THC reduz a atividade de neurônios relacionados à memória de curto prazo
3c. No córtex cerebral, que regula a percepção pelos sentidos, o THC pode promover alterações transitórias nas sensações pelo tato, visão e audição
4. O THC estimula também o aumento da produção de serotonina, substância que promove sensação de prazer
Por quanto tempo a maconha permanece no corpo?
A substância THC na maconha é absorvida pelos tecidos gordurosos de vários órgãos do corpo, onde são armazenados. Geralmente podemos encontrar restos de THC nos exames regulares de urina até vários dias depois da pessoas ter fumado maconha. Contudo, no caso das pessoas que fumam muita maconha (fumantes crônicos), podemos encontrar restos da substância, inclusive várias semanas depois de ter parado de usar a droga.
Skank : A Supermaconha
Skank : A Supermaconha
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| A versão mais potente da maconha (Foto: http: brasilescola.com) |
Cannabis sativa é a espécie da maconha mais difundida no mundo, embora outras espécies do mesmo gênero - a Cannabis indica ou a ruderalis, por exemplo - também sejam utilizadas na fabricação da droga. O skank é uma variação genética, produzida em laboratório, da planta da maconha, que cresce mais rapidamente e pode, portanto, ser cultivada em estufas (mais escondida da fiscalização). Sua principal característica é o fato de conter uma quantidade até sete vezes maior de THC (a substância ativa) do que a maconha comum.
Animação discute a questão das drogas
Desenho animado - escolha Viver Sem Drogas
Os aspectos ideológicos dos idealizadores da “Marcha da Maconha”
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| Manifestantes defendem a legalização da Cannabis (Foto: http://r7.com) |
O Coletivo Marcha da Maconha Brasil é um grupo de indivíduos e instituições que trabalham de forma majoritariamente descentralizada, com um núcleo-central que atua na manutenção do site www.marchadamaconha.org e do fórum de discussões a ele anexado. Apesar de existir tal núcleo, todo o trabalho é realizado de forma horizontal e coletiva entre uma rede de colaboradores, no qual os textos, artigos e todo tipo de trabalhos são compartilhados de acordo com as necessidades, disponibilidades e engajamento de cada um.
Ainda atendido esses critérios, todos somos apenas membros. Organizadores Locais, Organizadores Nacionais, Apoiadores, Colaboradores, sejam instituições ou indivíduos todos são membros do que atualmente se mantém existindo justamente graças à existência de uma rede de relacionamento entre instituições, profissionais, pesquisadores, ativistas, redutores de danos e membros da sociedade em geral engajados na questão. Mas todos somos membros desse Coletivo. Não temos líderes, coordenadores, caciques, nem presidentes. Muito menos presidentes honorários.
Gostaríamos tornar público que as responsabilidades do Coletivo Marcha da Maconha Brasil restringem-se às atuações de manter o site, o fórum e dar apoio na divulgação dos eventos locais. As responsabilidades pelas edições de cada cidade são dos organizadores locais, ainda que o Coletivo apóie essas edições com material de divulgação, procure orientar a melhor forma de realizá-las e ajude no diálogo entre as instituições e indivíduos. Em contrapartida, os créditos também são dos organizadores locais e o Coletivo entre apenas como apoiador dos eventos.
Os objetivos principais do Coletivo são: Criar espaços onde indivíduos e instituições interessadas em debater a questão possam se articular e dialogar; Estimular reformas nas Leis e Políticas Públicas sobre a maconha e seus diversos usos; Ajudar a criar contextos sociais, políticos e culturais onde todos os cidadãos brasileiros possam se manifestar de forma livre e democrática a respeito das políticas e leis sobre drogas; Exigir formas de elaboração e aplicação dessas políticas e leis que sejam mais transparente, justas, eficazes e pragmáticas, respeitando a cidadania e os Direitos Humanos.
O Coletivo Marcha da Maconha Brasil reafirma que suas atividades não têm a intenção de fazer apologia à maconha ou ao seu uso, nem incentivar qualquer tipo de atividade criminosa. As atividades do Coletivo respeitam não só o direito à livre manifestação de idéias e opiniões, mas também os limites legais desse e de outros direitos.
Animação defende o uso da maconha
A Flor da Felicidade: O utópico mundo onde a maconha é legalizada
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