domingo, 1 de fevereiro de 2015

Saudade - âncora para que meus pés permaneçam em terra firme

Vista da saída de São pedro da Cipa à Jaciara do alto do Morro

Por João José Alencar

Quando chego em casa, naquela que minha infância e adolescência vivi com euforia, para cada lado que meus olhos se volta, têm se um pedaço de saudade.

Saudade de um tempo que com dois cabos de vassoura e um lençol fazia meu palco, onde o patinho, o cavalo e os boizinhos ganhavam vida. Nesse surgia histórias tão absurdas para um crítico severo, mas tão lógicas e perfeitas para uma criança, contente com o aplauso de sua pequena platéia, formada apenas pelas pessoas mais próximas, que viam naquele espetáculo as qualidades para torná-lo o mais belo do mundo.

Lembro do morro, em que cada vez que juntávamos uma maloca, virávamos aventureiros, em que o verde esmeralda, construía em nossa imaginação enredos de cinema. Com o passar do tempo tornou-se passeio de família, no abraçar de uma árvore fazia meu rito, agradecia em meu íntimo, todo o simples que me proporcionava sorrisos.