| Vista da saída de São pedro da Cipa à Jaciara do alto do Morro |
Por João José
Alencar
Quando chego em
casa, naquela que minha infância e adolescência vivi com euforia, para cada
lado que meus olhos se volta, têm se um pedaço de saudade.
Saudade de um
tempo que com dois cabos de vassoura e um lençol fazia meu palco, onde o
patinho, o cavalo e os boizinhos ganhavam vida. Nesse surgia histórias tão
absurdas para um crítico severo, mas tão lógicas e perfeitas para uma criança,
contente com o aplauso de sua pequena platéia, formada apenas pelas pessoas
mais próximas, que viam naquele espetáculo as qualidades para torná-lo o mais
belo do mundo.
Lembro do morro,
em que cada vez que juntávamos uma maloca, virávamos aventureiros, em que o
verde esmeralda, construía em nossa imaginação enredos de cinema. Com o passar
do tempo tornou-se passeio de família, no abraçar de uma árvore fazia meu rito,
agradecia em meu íntimo, todo o simples que me proporcionava sorrisos.